Masha sempre fora um pouco fofoqueira, mas agora não tinha tempo para explicações. Sozinha, eu não sabia o que fazer. Arrumei a casa mecanicamente, lavei a roupa e preparei o jantar. Todas essas ações rotineiras me ajudaram a pensar no dia anterior, no que estava acontecendo com o nosso casamento, conosco.
Eram por volta das duas da tarde quando ouvi a porta abrir. Congelei, com um pano na mão. Anton nunca chegava em casa a essa hora.
Nunca. Meu primeiro pensamento foi que algo tinha acontecido.
Mas depois do clique da fechadura, ouvi não uma, mas duas vozes. E a segunda me pareceu muito familiar. Era a voz da minha sogra, Natalya Viktorovna.
Saí na ponta dos pés para o corredor e fiquei atrás da porta dos fundos entreaberta. Eu sabia que não devia ouvir a conversa deles, mas algo na maneira como falavam, tão casualmente no meio do expediente, me deu um arrepio na espinha... 😲😲😲
Prendi a respiração. Meu coração batia tão forte que achei que eles pudessem ouvi-lo através da parede. Anton e sua mãe entraram na sala e ouvi a porta bater. Obviamente, eles não estavam esperando por isso.
Poderia haver alguém em casa.
"Eu te disse", ecoou a voz fria e familiar de Natalya Viktorovna. "Ela não é páreo para você. Ela não quer uma família nem filhos. Ela só pensa na carreira."
Foi como um choque elétrico. Que carreira? Que filhos? Eu nunca... nem uma palavra... dei a ninguém qualquer motivo para pensar que eu não queria uma família.
Anton suspirou profundamente.
"Mãe, não vamos fazer isso. Agora não é hora."
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